
A nova Jovem Guarda.
O Estado brasileiro é confuso. tão confuso, que ao longo de décadas confundiu a iniciativa privada. Aos poucos, numa batalha inócua e estéril entre esquerda e direita, militares e guerrilheiros, sindicalistas e industriais, Lulas e Collors, avançamos pouco, perdemos anos e ganhamos corruptos.
Pior que isso. Criamos uma geração, a minha diga-se de passagem, que não tinha muito claro qual o papel do Estado, nem quanto esperar de seu assistencialismo.
Vide quanto tempo nosso Cinema patinou mendigando verbas que nunca deveriam vir do Estado.
Essa semana o Governo anunciou 3 bilhões disponíveis para as startups tecnológicas. Pode soar uma boa notícia, mas não é. Dinheiro público é o que menos as startups precisam. Mas ilustra meu ponto de que não temos ideia do que esperar do Governo nem o Governo do que nos oferecer. Dinheiro disponível é a solução de quem não conhece o problema.
Startups precisam de liberdade. De menos burocracia, de menos rigidez nos contratos trabalhistas, de patentes mais rapidamente obtidas. Caso contrário continuaremos pouco competitivos. Exatamente o que fizeram com nosso cinema na década de 80.
Ponto, parágrafo.
Venturosamente, vem aí uma nova geração. Menos viciada. Menos preocupada com o pastelão de Brasília ou da nossa elite.
Uma geração que já nasceu empreendedora. Descrente do assistencialismo seja ele Estatal ou Corporativo.
O Estado de São Paulo, que desafia boa parte do que se espera do Estado com uma overdose de competência.
E mais uma vez, a esperança repousa nos ombros da Jovem Guarda.